Home / Roteiros / América do Sul / Chegada e saída – Aeroporto Ezeiza – Buenos Aires
Chegada e saída – Aeroporto Ezeiza – Buenos Aires

Chegada e saída – Aeroporto Ezeiza – Buenos Aires

Olá, viajantes!
A viagem a Buenos Aires pode ser bem rápida ou bem cansativa, tudo depende de há ou não conexão ou escala pelo caminho. O aeroporto que você vai pousar também faz diferença, se você vai pousar no Aeroparque (no centro de BsAs e perto de tudo) ou em Ezeiza, cidade vizinha, bem mais longe, uns 50 minutos com trânsito bom até o centro de Buenos Aires. Equivaleria a Guarulhos, em São Paulo.

A primeira dica é optar sempre por um voo direto, claro, observando o custo-benefício, se você quiser economizar, mas se for com conexão, calma, dá para ser tranquilo também, só preste atenção no tempo da conexão e tome cuidado para não perder o voo.
O nosso voo foi com conexão em Guarulhos, passamos algumas horas lá e seguimos para Ezeiza. Dentro do avião nos entregaram um papel para preenchermos e entregarmos na Argentina, informando se estávamos entrando no país com algo que precisava ser declarado.
Chegamos em Buenos Aires numa noite fria de junho, saímos do avião e fomos seguindo o fluxo, seguindo as placas, até a imigração. Lá, não nos fizeram muitas perguntas, apenas as de praxe, quantos dias íamos ficar e onde íamos nos hospedar.
E aqui deixo a primeira observação sobre como entrar na Argentina. Se você for entrar lá com passaporte, eles “escaneiam” a primeira página e te devolvem; se for com o RG (não pode carteira de motorista, identidade militar nem nenhum outro documento, tem que ser o RG – não invente moda) tem que estar em um bom estado de conservação. Pesquisei, inclusive, no site da embaixada argentina e sobre o RG ter validade, é mentira, não existe isso de aceitarem o RG com menos de 10 anos ou mais de 10 anos, o que ocorre é que as pessoas envelhecem e mudam a fisionomia, então eles deixam claro que a foto do RG tem que ser “atual”, para conseguir identificar o passageiro, e o documento tem que estar bem conservado, sem dobras ou sem estar rasgado ou borrado.
Inclusive eu não levei meu passaporte, e na hora o operador pediu o documento, registrou no sistema e me devolveu o RG e um papel, com minhas informações de permanência no país, o que equivaleria ao meu passaporte, tanto que ele me avisou: você precisa desse papel para sair da Argentina, apresente-o na sua viagem de volta. Então guarde bem este papel como se fosse seu passaporte.
Passamos tranquilamente pela imigração e seguimos para pegar as malas, depois há um grande salão onde as malas passam pelo raio x. Nesse momento um funcionário fica escolhendo quem vai pro raio-x, como se fosse por amostragem. Nós passamos direto segundo indicação dele, e quando passamos pelo lado do raio x percebemos que havia pilhas e pilhas de papel no chão, o mesmo papel que nos entregaram dentro do avião para entregarmos a alguém que ia nos pedir o papel. Ninguém entregou e ninguém pediu, achei estranho, mas continuamos seguindo o fluxo, até sair dessa área. OBS: se você declarou algo e precisa pagar alguma taxa, há um Banco de la Nación dentro dessa área de raio-x apenas para este fim, não é para troca dinheiro lá.

Saindo no desembarque, logo dobramos à nossa direita e seguimos um estreito corredor, onde fica o Banco de La Nacíon. Fomos trocar nossos pesos. A fila era grande e talvez tenha sido por causa do horário (de madrugada), mas só tinha um funcionário, passamos 1 hora esperando, mas enfim trocamos nosso dinheirinho.

Saímos do banco e fomos para fila do Táxi Ezeiza, empresa que presta serviço de transfer, onde passamos mais uns trinta minutos (ou mais). Ao chegarmos no guichê fomos bem atendidos, logo a atendente falou do valor, de Ezeiza para o Centro (na verdade ficamos perto do Congresso, mas fica perto do centro e o valor é o mesmo).
Os valores eram: 630 pesos argentinos ou 170 reais. Isso mesmo, 170 reais. Como tínhamos trocado o dinheiro a um câmbio de 3,60, os 170 reais seriam 612 pesos, o que seria mais vantagem, mas a diferença entre 630 pesos e 612 pesos era apenas 28 pesos, ou 7 reais. Sendo assim, preferimos pagar em reais, já que íamos precisar dos pesos para pagar a primeira diária assim que chegássemos no hotel. OBS: tem hotéis que cobram todas as diárias no check-in, e os poucos hotéis que aceitam Real, têm um péssimo câmbio, então não compensa, ou pague em peso, ou dólar (calcule para ver se compensa também) ou no cartão de crédito, mas lembre-se do IOF nas alturas.
Voltando ao Taxi Ezeiza, existe uma oferta que se você comprar a ida pro centro e já pagar a volta, sai mais barato, mas não gosto de me sentir presa a estas coisas, preferi me virar na volta.

Após pagar o táxi no guichê, a atendente “passa um rádio” para alguém e de repente chega um motorista chamando o número que tem no seu recibo. Achei organizado. Ganhou minha confiança, apesar de sabermos que existem outras opções de transporte de Ezeiza pro Centro, a maioria fica com esta, deve ter um motivo. Li e ouvi muitos relatos de táxis piratas etc. Preferi não arriscar, mas se eu tivesse ido de manhã provavelmente eu teria ido de ônibus normal até a estação (de trens e metrô) Retiro, e de lá ido de metrô pro hotel.

Sobre a viagem de Ezeiza ao Centro, o taxista foi cortês, a corrida foi tranquila, pedimos para ele colocar numa rádio local com música típica e falar um pouco sobre o que estava acontecendo por lá, ele foi solícito e simpático. Chegamos ao hotel, ele retirou nossa bagagem e nossa experiência com a empresa Taxi Ezeiza acabou por aí.

No fim da viagem, quando precisávamos voltar pra Ezeiza, pedi a recepcionista do hotel um táxi pro aeroporto e ela disse que o serviço custava 500 pesos (em torno de 138 reais, convertendo no mesmo câmbio de 3,60 de quando chegamos). Valeu mais a pena, porém só confiei porque vi a recepcionista ligando para um empresa prestadora de serviço de transporte e reservando para uns 5 casais diferentes. Lembre-se de reservar um dia antes pelo menos. Não sei se em cima da hora vai ter, ainda mais se precisar sair 4h30min da manhã como eu.

O carro que veio nos pegar era um sedan muito confortável e cheiroso, como não vi identificação nenhuma de empresa, suspeitei que fosse um Uber, mas evitei tocar no assunto, já que BsAs também passa por grandes manifestações dos taxistas contra este tipo de serviço. O valor dos 500 pesos é pago diretamente ao motorista.

Na chegada ao aeroporto, tomamos café da manhã no McDonalds (o café salvador em qualquer lugar do mundo!). A esta altura já não tinha pesos e paguei com cartão de crédito, e 3 cafés completos saiu por 37 reais já com a cobrança do IOF. Logo embarcamos e passamos pelo FreeShop de Ezeiza, que é bem grande. Tinha algumas promoções e aproveitamos para comprarmos nossos perfumes. Obs.: Só fazemos compras em freeshop no voo de volta para casa, para gastar o dinheiro que “sobrou” – se fizermos na chegada e gastarmos mais do que o esperado, esse dinheiro pode fazer falta para alguma urgência. 🙂

Como eu tinha visto a revista do FreeShop de dentro do avião na ida pra BsAs (Sim, dentro do avião também tem freeshop e costuma ser mais barato e ter um melhor câmbio pro real que os do aeroporto – tem no voo de ida e de volta), eu tinha memorizado os valores, então deixei para comprar na volta e valeu muito a pena, comprei um outro item que estava mais caro no aeroporto e evitei de ficar carregando peso desnecessariamente.

No mais é isso, espero ter ajudado com nosso relato de chegado e partida de Ezeiza. Se você já tiver ido e passado com algo do tipo, compartilhe sua história conosco, indique o site aos seus amigos e nos visite sempre, adoramos ter você aqui! 🙂

PS: é impressionante como as pessoas me perguntam sobre o cambio em BsAs. Vou resumir aqui para você: o governo da ex presidente limitava o acesso dos argentinos a um valor X por dia para compra de dólar, por isso existia um mercado paralelo tão grande (conhecido como blue, como você vai encontrar em outros sites), mas o atual presidente acabou com isso, e acredite, o câmbio do Banco de La Nacion era o mesmo do mercado paralelo, ou seja, na nossa viagem, em Junho de 2016, não houve vantagem alguma em trocar com cambista. Sem contar que você ainda corre o risco de pegar nota falsa.

Sobre Priscila Lima

Administradora apaixonada por viagens e que aproveita cada dia de folga para descobrir uma coisa nova pelo mundo. Compartilhar informações sobre qualquer coisa e cuidar deste site são seus passatempos favoritos.

Deixe uma resposta

Seu email não será publicadoOs campos marcados são obrigatórios *

*

Subir
%d blogueiros gostam disto: